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Segunda, 16 Abril 2018 09:54

Barbosa com potencial e indefinição no PSDB marcam pesquisa do Datafolha

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O pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesse domingo, 15, mostrou, na avaliação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, o potencial da candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República. De acordo com a sondagem, Barbosa aparece em terceiro ou quarto colocado na disputa pelo Palácio do Planalto, mesmo sem ter anunciado, oficialmente, sua candidatura. A depender de seus concorrentes, o ex-presidente do STF detém entre 8% e 10% das intenções de voto.

"Avaliamos que a candidatura dele tem potencial muito grande. Inclusive, muito maior se considerarmos que a população ainda não está bem informada sobre candidatura", afirmou Siqueira ao Jornal Folha de São Paulo. Para ele, o resultado do Datafolha é "animador". "Alguns postulantes estão há meses (na disputa) ou há mais de um ano, e estão igual ou abaixo (do ministro)."

O presidente do PSB disse que a candidatura de Barbosa ainda é incerta e que reuniões estão previstas para a próxima semana para tratar do assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, o ex-ministro disse que não comentaria a pesquisa do Datafolha. Já tucanos observam com cautela o ex-governador Geraldo Alckmin, que alcança 8% dos votos no primeiro turno. Na pesquisa anterior, com outros oponentes, o tucano chegava a 11%.

A campanha de Geraldo Alckmin disse que o cenário retratado é de “completa indefinição”, uma vez que o eleitor começará a definir o voto em agosto. “A pesquisa precisa ser vista com cautela neste quadro em que candidaturas seguras misturam-se a meras possibilidades, criando cenários e números de relevância questionável.”

Na avaliação do deputado tucano Ricardo Tripoli (PSDB-SP) o crescimento do ex-governador nas pesquisas é uma questão de tempo. “Não tenho dúvidas que ele vai crescer. É uma pessoa que já tem um nível de conhecimento bom. As pessoas vão saber o que ele fez por São Paulo e o que ele pode fazer pelo Brasil. Mais do que isso: nessa discussão entre extrema-esquerda e direita, ele é o candidato da conciliação”, disse.

Tranquilidade

Uma das principais herdeiras dos votos do ex-presidente Lula, Marina Silva diz ter recebido o resultado da pesquisa "com tranquilidade". "Lembro que pesquisa retrata um momento. E que nesse momento e nos próximos meses o eleitor estará fazendo escolhas entre um expressivo número de candidatos. Nesse período de pré-campanha em que tenho circulado pelo país, estou atenta ao risco da extrema polarização do debate político, recolho propostas para o programa que apresentarei aos cidadãos e me posiciono, como tenho feito desde 2010, comprometida com o debate e não com o embate", afirmou Marina por meio de nota.

O Datafolha mostra que vão para a candidata da Rede até 20% dos eleitores de Lula. Em cenário com a candidatura do petista, Marina detém 10% das intenções de voto, e fica em terceiro lugar na corrida presidencial, atrás apenas do ex-presidente de do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Na hipótese de o PT lançar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no lugar de Lula, Marina passa de terceira para segunda colocada, subindo de 10% para 15%, atrás apenas de Bolsonaro, que fica com 17% das intenções de voto.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

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