Fortaleza, 18 de maio de 2012
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Expansão da reforma agrária registra recorde negativo em 2011

Reforma agrária alcançou patamar mais baixo no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff.

Por: Kyara Aires

Dados consolidados pelo Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) mostram que, em 2011, o número de famílias sem-terra assentadas foi de 21,9 mil, 44% inferior ao recorde negativo anterior, em 2010, quando 39,5 mil famílias foram assentadas.

A expansão da reforma agrária alcançou o patamar mais baixo desde, ao menos, 1995, ano em que a atual metodologia de compilação de dados passou a ser utilizada, como informa a reportagem de João Carlos Magalhães no Folha.

O Incra não nega a tendência indicada pelos dados, o órgão admite que existem cerca de 180 mil famílias esperando um lote. Mas, tem dito que essa tendência se deve a uma nova visão de como lidar com a questão: em vez de priorizar o acesso aos lotes, o governo quer ter certeza de que há infraestrutura para que eles produzam. A orientação vem de Dilma.

O ritmo lento do programa criou irritação no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que, em nota, exigiu que o "governo cumpra com os compromissos assumidos na jornada de agosto" do ano passado, quando integrantes do movimento foram protestar em Brasília.

Celso Lacerda, presidente do Incra nomeado neste ano, assume que os esforços do governo não foram suficientes, e que muitas vezes os trabalhadores rurais foram "largados".

Em novembro, o próprio órgão excluiu de seu cadastro 13% das 800 mil famílias assentadas desde 2001 por, dentre outras irregularidades, terem vendido ou abandonado seus lotes.

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