Fortaleza, 18 de maio de 2012
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Debate entre presidenciáveis na Band marcado por troca de acusações

Foram discutidos temas como: aborto, privatizações e escândalos da Casa Civl

Por: Luciano Augusto

O primeiro debate entres candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), realizado neste domingo da Band, foi marcado principalmente por fortes acusações de ambas as partes, relacionadas a temas como aborto, privatizações e escândalos da Casa Civil.

Dilma abandonou a postura defensiva em que foi colocada nos últimos dias por causa da polêmica envolvendo o aborto e adotou uma postura combativa, atacando durante todo o tempo o adversário, que não deixou por menos e foi ao contra-ataque.

No quarto bloco, Serra chegou a comentar a ofensiva de Dilma.

"Tenho que confessar que eu tô surpreso com essa agressividade, esse treinamento da Dilma Rousseff, que esta se mostrando como é de verdade", disse o tucano.

Logo na primeira oportunidade que teve de perguntar, Dilma atacou Serra e acusou sua campanha de procurar atingi-la com "calúnias, mentiras e difamações".

"Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa [DEM] a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera essa forma de fazer campanha que usa o submundo é correta", questionou.

Na resposta, Serra afirmou se solidarizar com "quem é vitima de ataques pessoais" e se disse ele próprio vítima. O presidenciável tucano contra-atacou a petista e insinuou que ela tem a ver com os ataques que ele teria sofrido.

"Blogs com seu nome. Se não fosse [algo feito por sua campanha] poderia tirar na Justiça. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas."

Serra foi o primeiro a mencionar a palavra aborto.

"Você disse com clareza com debate na Folha, e isso esta filmado, que era a favor da liberação do aborto. Isso não é estratégia de adversário. São coisas que vão acontecendo. Se trata de ser coerente, não ter duas caras".
 

 

Na réplica, Dilma voltou a atacar e disse que Serra deveria "ter cuidado pra não ter mil caras" e disse que o tucano regulamentou o aborto quando foi ministro da Saúde.

"Acho estranho você dizer certas coisas. Você regulamentou o acesso ao aborto no SUS".

Serra alegou que a legislação sobre o aborto foi criada em 1940 e disse que não regulamentou o procedimento, e sim criou uma norma técnica a respeito.

"A lei existente no Brasil é de 1940. Eu nasci em 1942. Nem espiritualmente poderia ter sido o autor da lei. A lei permite o aborto em dois casos: risco de vida pra mãe e estupro. Essa lei vinha sendo praticada no Brasil. [...] O que eu fiz como ministro [...] foi que isso precisava ter uma norma técnica que balizasse os abortos, para que fosse feito sem risco para a mãe. Nunca defendi a liberação do aborto. Você defendeu. Não estou fazendo juízo de valor a seu respeito. Mas você passa a dizer o contrário, a se vitimizar."

Dilma se defendeu.

"Sou contra tratar como questão de polícia a questão das das mulheres que morrem dia sim, dia não pelo aborto".

CRENÇA

Ainda no plano religioso que tem pautado o segundo turno, Serra colocou em dúvida a crença de Dilma em Deus.

"Com relação a Deus a mesma coisa. Tem entrevistas em que você diz que não sabe se acredita, se não acredita". 

 

 

Comentários

Vocês deveriam mostar que

Vocês deveriam mostar que essa matéria saiu na Folha de São Paulo. Ficaria mais explícito para quem lê, para que lado a matéria tende a dar mais destaque.

Vocês deveriam mostar que

Vocês deveriam mostar que essa matéria saiu na Folha de São Paulo. Ficaria mais explícito para quem lê, para

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