Não é de hoje que as drogas preocupam pais, autoridades políticas e médicas. Mas o assunto é mais delicado quando se trata de um tipo específico de entorpecente: o crack. O custo é baixo e o efeito imediato e forte. Especialistas no assunto, como o psiquiatra Marcelo Fialho, estimam que a droga já esteja na vida de 100 mil usuários no Ceará. Somente o crack, acredita o médico, movimenta um mercado de R$ 5 milhões por dia.
O presidente do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (Cepod), Herman Normando, participa das discussões sobre o assunto no Ceará. O órgão, vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), sugere à Secretaria de Saúde a construção de clínicas especializadas para tratamento de dependentes químicos. “O Governo já está tomando a iniciativa de criar clínicas especializadas, centro de tratamento para os dependentes químicos. E lógicamente que a prevenção é o fator fundamental para que a gente possa diminuir essa busca crescente pelo crack”.
Inicialmente seriam necessários quatro centros de tratamento no estado: na capital, na região Centro-Sul, no Cariri e na região Norte. As cidades que receberão as unidades ainda não foram definidas, mas Iguatu, Juazeiro do Norte e Sobral são preferenciais. Como se trata de uma sugestão do Cepod à Saúde do Estado, ainda não há detalhes sobre o prédio, quantidade de funcionários.
No Cariri, a unidade de tratamento especializado poderá funcionar dentro do próprio Hospital Regional do Cariri (HRC), previsto para ser inaugurado em meados de junho. Esta é a sugestão de Herman Normando que, mesmo sem números precisos, alerta que é necessário um pessoal capacitado e especializado no assunto. “A sugestão do conselho é criar imediatamente esses centros de tratamento. Contratando o pessoal que já foi aprovado no concurso, da área de saúde, treinando esse pessoal com pessoas competentes, psiquiatras, psicólogos, profissionais somente na dependência química. Esses centros devem funcionar 24 horas, em caráter de emergência”, disse.
O secretário executivo da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), José Arruda Bastos, afirma que os projetos ainda estão em fase de estudo e reconheceu a necessidade de clínicas para o tratamento dos dependentes químicos. “A proposta tá sendo discutida pelo nosso núcleo da Atenção à Saúde Mental do Estado. Vai passar por essa análise, mas a Secretaria de Saúde reconhece a necessidade”, disse.
Fortaleza, 18 de maio de 2012
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Comentários
a nossa presidente do brasil
a nossa presidente do brasil tem ke fazer algo juntos kom os governadores de todo o pais. pois tem familia ke nao tem condiçoes de pagar consultas de alguem na familia ke eh viciado.
eh uma vergonha nao ter centro de reabilitaçao em alguns estados..
as altoridades precisam urgentemente fazer algo, pois o crak esta cada vez mais se espalhando por toda parte.....
Tenho um sobrinho viciado em
Tenho um sobrinho viciado em drogas, em estágio avançado(aquele em que o usuário perdeu a noção de afetos familiares, furta tudo de casa para trocar por crak, naõ tem mais noção alguma de compromossos e responsabilidade, presta exames vestibulares, mas só frequenta a faculdade uma vez na vida porque não tem mais domínio próprio, não quer sair de Teresina para tratamento fora). Diante dessa notícia sobre clinica de tratamento na Região do Cariri, gostaria de saber se já está em funcionamento, onde, e se faz internação involuntária, e, ainda, se é grstuito, isto é, se é custeado pelo Estado. Os pois os pais dele não podem mais guardar em casa nem os vales transportes que precisam para pagar o ônibus.
Agradeço a atenção e compreensão.
Maria
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