Em agosto de 2011, o crescimento da economia da região Nordeste voava a uma taxa de expansão de quase 6% ao ano. Em dezembro, segundo dados do Banco Central, a economia da região acompanhou o esfriamento que contaminou o país no segundo semestre de 2011, recuando quase dois pontos percentuais, para 4,4%.
O resultado ainda é superior à média nacional (2,7%), mais favorável do que o visto no Sudeste (4,1% até novembro), mas demonstra que a fadiga econômica atingiu o potencial crescimento nordestino.
Economistas do Banco Central atribuem o esfriamento no fim do ano "à moderação do consumo e do investimento", como informa a reportagem publicada na Folha.
O economista Aurélio Bicalho, do Itaú, afirma que o recuo é efeito tardio da pequena correção do salário mínimo. Em 2011, ele subiu apenas 0,37%, descontada a inflação.
Aurélio garante que"neste ano, a lógica se inverte" e o "Nordeste voltará a crescer mais rápido."Isso porque o salário mínimo subiu 7,5% (sem contar a inflação), para R$ 622. Como 3 em cada 5 trabalhadores nordestinos recebem até um salário mínimo, o efeito do reajuste do piso é amplificado.
Fortaleza, 18 de maio de 2012
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