As capitais do Nordeste sustentam as mais altas taxas de desemprego do país e, no ano passado, a região registrou a maior queda na geração de empregos formais do Brasil, como informa a reportagem do jornal Folha.
Segundo dados do Banco do Nordeste, a colheita da cana na região não empregou como se esperava a partir de abril, resultado da menor produção das lavouras locais.
A economista Tânia Bacellar, da Universidade Federal de Pernambuco, observa ainda que a baixa qualificação dos trabalhadores leva à "importação" de contingente de outras regiões.
Ela afirma que o ganho de renda provocado pelos aumentos expressivos do salário mínimo desde 2005 (cerca de 50%, descontada a inflação), e do Bolsa Família ajudaram a fomentar pequenos centros de consumo, como o da região do Crato, no Ceará. Mas é preciso ir além.
"Estamos no rescaldo da 'Era Lula'. A redistribuição de renda via aumento do salário mínimo e do Bolsa Família foi importante, mas seu efeito está ficando menor", avalia.
Bacellar observa ainda que a indústria automotiva prevê duplicar a produção no Brasil até 2020 e 53 montadoras mostraram interesse em instalar novas fábricas, "mas só duas no Nordeste".
* Com informações do jornal Folha de S.Paulo
Fortaleza, 18 de maio de 2012
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