A espera de Bolsonaro Governo fica paralisado

Algumas decisões que precisam da presença do presidente Jair Bolsonaro estão na gaveta devido a internação prolongada do presidente. Isso deve-se também as resistências de familiares do presidente e de ministros com assento no Palácio do Planalto, de que o vice-presidente o general Hamilton Mourão assuma temporariamente o governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Conforme a publicação, assuntos que precisam do aval de Bolsonaro estão suspensos, aguardando seu retorno às atividades para uma decisão final. Entre essas medidas estão nomeações e dispensas no segundo escalão em repartições federais.

Outro tema é a proposta da Reforma da Previdência, já que existem diligenciarias claras entre o núcleo político do governo e a equipe econômica. Também depende da alta de Bolsonaro para ter continuidade, a medida provisória do recadastramento de armas de fogo.

Faz parte do rol, o acordo sobre a cessão onerosa do excedente da Petrobrás. Líderes do governo no Senado e no Congresso também não foram escolhidos ainda porque precisam passar pelo crivo do presidente.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro completará 15 dias de internação. Ele se submeteu a uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal no último dia 28. Nesta sexta-feira, 8, segundo os médicos, o presidente retirou dreno e sonda, mas continua se recuperando de uma pneumonia. À época da cirurgia, Mourão chegou a assumir o comando do governo por 48 horas. Extrovertido, deu várias entrevistas, mas acabou desagradando a filhos de Bolsonaro, que aconselharam o pai a não prolongar a licença médica.

Mourão está isolado em seu gabinete e só às terças-feiras coordena a reunião do Conselho de Governo com ministros. O clima de indefinição no Planalto é alimentado pela falta de um canal direto permanente tanto do núcleo político quanto do grupo de militares com Bolsonaro.

Nos bastidores, a avaliação de filhos do presidente e até mesmo de alguns militares é a de que Mourão busca protagonismo desde o período de transição. Com isso, Bolsonaro teria sentido o seu espaço invadido. De qualquer forma, o receio é tamanho que Bolsonaro optou por retomar o trabalho no hospital ainda nesta sexta-feira, um dia após ser diagnosticado com pneumonia.

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