Brasil tem 7 assassinatos por hora. CE é o terceiro estado mais violento do País

O Ceará continua com um dos estados mais violentos do País. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados, nesta quinta-feira, 9, apontam que, em 2017, o Ceará registrou 59.1 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, ficando atrás do Rio Grande do Norte (68) e Acre (63.9).   As capitais com as maiores taxas de mortes por 100 mil habitantes são Rio Branco (AC), com 83,7, Fortaleza (CE), com 77,3, e Belém (PA), com 67,5. Em 2017, o Ceará teve 5.134 homicídios. Em todo o Brasil, foram registradas 63.880 mortes violentas.

As estatísticas do Anuário de Segurança Pública mostram que, no ano passado, a cada uma hora, 7 pessoas foram assassinadas, um aumento de 2,9% em relação a 2016. Os estupros aumentaram 8,4% de um ano para o outro. O 12º Anuário de Segurança Pública compila dados das polícias de todos os estados do país e é utilizado como dado oficial, já que o governo federal ainda não tem uma base de informações nacional.

Como estratégia para diminuir o avanço da criminalidade, em julho, foi criado o Sistema Único da Segurança Pública (Susp) que prevê, entre as suas atribuições, a unificação   de dados   entre as forças policiais e entre os estados. Os Governos Estaduais, a exemplo do Ceará, esperam mais recursos do Governo Federal que, nos últimos meses, pouco avançou nas ações conjuntas   para frear a atuação do crime organizado.

Sob pressão dos números crescentes da violência provocada principalmente pelas facções, o Governador Camilo Santana responsabiliza o Governo Federal pelo o avanço do crime organizado no Brasil. Camilo afirma que o Estado realiza muitos investimentos, mas, sem a União, é difícil controlar os grupos criminosos.

Segundo o diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, a criminalidade tem duas vertentes: “O crescimento da violência no país tem duas direções. Uma são as novas dinâmicas do crime organizado, agora, a outra, é a insistência da política pública de várias esferas e poderes, de continuar fazendo mais do mesmo”, observou.