Distribuidoras resistem ao Pecém

As empresas distribuidoras de combustíveis ainda resistem em assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a transferência de suas atividades do Mucuripe para uma nova área no Porto do Pecém. O Governo do Estado mantém a proposta de liberar as distribuidoras a fazerem melhorias, de forma provisória, no atual  estrutura do Mucuripe, em troca de um acordo para transferência delas para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A. (Cipp S.A), mas nem todas assinaram o documento. O prazo termina no próximo dia 30. A Petrobras é uma das que resiste à mudança, inclusive, patrocina duas ações na Justiça que suspendeu em fevereiro o edital de chamamento público lançado pelo CIPP/SA para escolha do parceiro privado para construção e operação de um novo parque de tancagem no Pecém.

Eólica ao mar

O litoral potiguar vai sediar o projeto-piloto da Petrobras para geração de energia eólica no mar. O projeto aguarda atualmente licenciamento no Ibama e a ideia é instalar torres de geração eólica, os aerogeradores, ao lado de plataformas em campos rasos do Nordeste. A estatal considera que a vantagem no offshore (no mar) é que se espera um fator de capacidade maior de geração do que em terra. A previsão é que a planta-piloto comece a funcionar em 2022.

Tem potencial

O Brasil começou a gerar energia eólica em 2005 – pouco menos do que 30 megawatts (MW). Em 2009, quando ocorreu o primeiro leilão do governo incluindo a oferta de empreendimentos eólicos, o Brasil gerava 600 MW. Hoje, essa geração ultrapassa os 13 mil MW e, somente com os leilões já realizados, deve atingir 17,8 mil MW em 2023. Atualmente, a geração eólica abastece 10% da população brasileira, ou 22 milhões de pessoas, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Cargas I

A movimentação de cargas no Fortaleza Airport cresceu 11,5% no primeiro semestre de 2018 quando comparado a igual período de 2017, passando de 18,3 mil toneladas (t) para 20,4 mil t transportadas de janeiro a junho deste ano. Os dados são da Anac, Agência Nacional de Aviação Civil. Como o transporte de cargas no Aeroporto ainda é de maneira predominante doméstico (85,7%), o crescimento foi puxado pela maior movimentação de mercadorias com origem ou destino a cidades brasileiras.

Cargas II

A Anac revela em seu estudo que o fluxo de carga e correio nacional cresceu 11,4% no terminal de Fortaleza nos primeiros seis meses do ano, progredindo de 15,7 mil t entre janeiro e junho de 2017 a 17,5 mil t no acumulado de 2018. A Latam Airlines possui a maior fatia do mercado de transporte aéreo de cargas na Capital, tendo movimentado 6,2 mil t no primeiro semestre (35,4% do total). Em seguida está a Gol, que transportou 3,9 mil t no período (22,2%), a Avianca, com 2,9 mil t (16,5%) e a Azul, com 1,3 mil t (7,4%), além da ABSA, da Latam (836 t), Modern Logistics (105 t) e Sideral (2 t).