General critica rejeição de Camilo a tropas federais no Ceará

Ao visitar o Mercado São Sebastião, na manhã deste domingo, 26, o general Guilherme Theophilo, candidato do PSDB ao Governo do Estado, criticou a postura do Governo Camilo Santana em não acatar o pedido da Justiça Eleitoral para a convocação de força federal para as eleições deste ano.

“É uma avaliação totalmente descabida. Eu trabalho nisso há mais de 45 anos. Existem dois tipos de operações em que o exército brasileiro é especialista: Garantia da Lei de Ordem (GDO) e Garantia da Votação e Apuração (GVA). Todo o Nordeste e Norte sempre pediram porque as facções criminosas estão colocando a população sob o temor do crime organizado”, disse Theophilo durante entrevista coletiva.

Em seguida afirmou: “Nós já soubemos de uma circular do Comando Vermelho que afirma para ninguém votar em militar. Então, não é admissível que, dentro dessa pressão que está sendo feita em cima do eleitor, ele (Camilo) não peça o Exército para colaborar, que é uma missão típica que o Exército faz sempre, todo ano de eleição”.

No caso da convocação da força federal, general Theophilo entende que se trata de um “reforço na segurança pública com a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, inteligência, fiscalização e tecnologia. Com isso, o eleitor poderá ir tranquilo às seções eleitorais, às urnas, sem ter medo de que seja ameaçado por uma facção criminosa”.

Preocupado com o clima de insegurança em todo o Ceará, ele reafirmou que há “um desmando, um descontrole. O governador Camilo não tem comando, não tem autoridade, e foge do debate porque não tem proposta. É preciso que a sociedade cearense lembre que na eleição de 2016 para Prefeito, em Fortaleza, ele (Camilo) pediu as operações de Garantia da Votação e da apuração. Como se percebe é a incoerência mais uma vez”, disse.

Na sua análise, além de acatar a solicitação da Justiça Eleitoral, o governador Camilo também deveria determinar uma rigorosa inspeção nos presídios cearenses, principalmente, em virtude dos recentes episódios, com o aumento do número de homicídios em todo o Estado: “É preciso pedir, sim, a ajuda das tropas federais. Mas, também, pedir uma inspeção nos presídios, uma operação varredura. Eu fiz em Manaus dentro do COMPAJ – Complexo Penitenciário Anisío Jobim, onde toda a liderança da família do Norte, do PCC e do Comando Vermelho está lá. Nós fizemos uma inspeção e prendemos, inclusive, um líder da facção morando dentro de uma suíte presidencial. Aqui (No Ceará), nunca foi feito e nunca foi pedido isso. Eu acho que tem alguma conivência”, disse o General.

Violência

Sobre o aumento da violência no Ceará, em especial nos últimos cinco dias, General afirmou: “Algo chocante, totalmente inadmissível. Eu trabalhei em países em guerra como a Nicarágua, Haiti, Angola, Moçambique. E o que eu vi da guerra lá é que não se mata tanto como se matou nesse final de semana (No Ceará). Os dados estatísticos revelam 20 mortes, onde são, na verdade, mais de 50. Estou vindo de Juazeiro e só lá foram 12 mortes, aqui (Fortaleza) foram 8. Então, temos 20 mortes computadas. E tem mais 30 mortes que estão sendo escondidas ou varridas para debaixo do tapete”.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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