Parceria Pecém-Roterdã

Parceria Pecém-Roterdã

Governador Camilo Santana esteve reunido esta semana, no Palácio da Abolição, com diretores do Porto de Roterdã (Holanda). Na pauta, os detalhes da parceria com o sexto maior porto do  mundo. Em março do ano passado foi assinado um Memorando de Entendimento que deve evoluir para um contrato pelo qual  os holandeses assumirão a gestão do Pecém, com atração de novos investimentos.  Expectativa é que até março próximo esse acordo seja assinado. A meta é dobrar a capacidade de cargas do Pecém nos próximos 10 anos para 28 milhões de toneladas por ano, tornando-o um dos principais portões de entrada e saída de produtos no Nordeste. Atualmente, essa movimentação varia de 12 a 14 milhões de toneladas.

ZPE

A Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) fechou o segundo semestre de 2017 com 5,9 milhões de toneladas de carga solta e a granel movimentadas na sua Área de Despacho Aduaneiro (ADA). O resultado  representa alta de 31,12% ante o segundo semestre de 2016, com 4,5 milhões de toneladas. Já a movimentação total de 2017 foi superior a 11 milhões de toneladas.

Placas de aço

Quatro empresas estão instaladas na ZPE DO Ceará atualmente:  Vale Pecém, White Martins, Phoenix do Brasil e CSP, que tem  maior peso nas operações portuárias. As placas de aço produzidas pela CSP já ocupam o primeiro lugar no ranking das cargas mais movimentadas na rota internacional. Os Estados Unidos são o principal destino, recebendo 37% desse material que sai pelo Pecém. Mais de 6,2 milhões de toneladas de carvão mineral e minério de ferro importados pela siderúrgica passaram pelo Porto do Pecém no último ano.

Calçados crescem

Segundo maior estado exportador do Brasil em valores (e primeiro em pares), o Ceará exportou em 2017, o total de US$ 312,9 milhões em calçados, o que representa alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2016. As importações também registraram um aumento de 97,3%, passando de US$ 3,5 para US$ 6,9 milhões. Esta elevação está relacionada com a aquisição de componentes para a fabricação do produto final, como é o caso de solas e partes superiores, obtidos principalmente da China. Os dados são do estudo Ceará em Comex, produzido pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Perda de espaço

Apesar do bom desempenho no cenário externo, os calçados perderam, em 2017, o posto do principal setor exportado do Ceará para o metal mecânico, devido ao início das atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém. Isso explica a queda na participação da balança comercial cearense de 22,5% para 14,8%.

Supermercados

Em um ano marcado por inflação em baixa, as vendas nos supermercados voltaram a crescer em 2017. Porém, a alta veio em ritmo menor do que era projetado pelo setor, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados. No ano passado, houve alta de 1,25% nas vendas, contrariando a previsão de 1,5% feita em julho, posteriormente revisava para 1,3%. O avanço também foi menor que o do ano anterior, quando as vendas subiram 1,58% – recuperando parte da queda de 1,9% de 2015. Para 2018, a associação que representa o setor espera avanço de 3%.