Advogada Priscila Brito discorda que a falta de interesse feminino na política seja “culpa das mulheres”

Diante do cenário de divergências quanto às cotas de gênero, a advogada Priscila Brito comentou no Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (10) sobre o assunto.

O projeto de lei 4.130 de 2019 da Deputada Federal Renata Abreu (PODE) de São Paulo, que visa extinguir as cotas de gênero foi motivo de discussão entre algumas deputadas e deputados federais na noite dessa quarta-feira (9) na sessão da Câmara Federal.

Diante do cenário de divergências quanto às cotas de gênero, a advogada Priscila Brito comentou no Jornal Alerta Geral (Expresso Fm 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior + Redes Sociais)desta quinta-feira (10) sobre o assunto.

Priscila relata que o debate foi iniciado pela Deputada Federal Luiza Erundina do PSOL de São Paulo, que alertava quanto o risco que esse projeto representa a história da luta das mulheres pela inclusão na política e inclusive lamentou que a propositura do projeto tenha sido realizada por uma mulher.

A advogada ainda comenta sobre o argumento utilizado pelo partido para defender o projeto. Por meio do Deputado Federal José Medeiros, o PODE alegou “de forma absurda de que a realidade brasileira é de que não existem mulheres interessadas em política”, comenta Priscila.

“E como o discurso sempre pode piorar o Deputado Federal Bibo Nunes do PSL do Rio Grande do Sul se pronuncia também de forma infeliz, afirmando que os partidos se obrigam a utilizar candidaturas laranjas porque não existem mulheres que queiram ser candidatas”, afirma a advogada.

Para Priscila, a questão gira em torno de um problema histórico: luta por igualdade de direitos políticos, que perpassa a luta pela igualdade de gênero entre homens e mulheres. A advogada argumenta que os partidos não tem a preocupação de atrair e incentivar as mulheres a participarem da política ou até mesmo usar as mulheres já filiadas para compor cargos de direção partidária.

“Não! Preferem apagar a história e usar o argumento raso de que “a culpa é das mulheres”.

Confira na íntegra a análise da advogada Priscila Brito:

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