O percentual do território do Ceará classificado sem seca relativa diminuiu, de acordo com dados do mapa mais recente do Monitor de Secas, ferramenta de monitoramento da estiagem no Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santos.

Em setembro, o Estado tinha 29,6% da sua área total sem seca relativa, já no mês passado reduziu para 24,5%. O impacto se deu, principalmente, pelo avanço do nível de seca fraca em direção ao norte do Ceará, passando de 5,96% no primeiro mês para 11,02%.

O avanço da estiagem no segundo semestre do ano já era esperado. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), setembro tem média de chuvas de apenas 2,2 milímetros e, em outubro, a normal climatológica é de 3,9 mm.

Cenário hídrico

Desde março deste ano o Ceará não apresenta os dois níveis mais intensos de seca: extrema e excepcional. Com base nos indicadores, os impactos permanecem de curto e longo prazo na parte sul do Ceará e uma pequena área na parte norte com impacto de curto prazo. Porém, a situação hídrica é preocupante, afinal, dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), 85 estão com volume abaixo dos 30%.