Ciro classifica política de preços da Petrobras como fraudulenta. Pré-candidato tenta aliança com PSB

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, em entrevista, nessa segunda-feira ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, classificou como fraudulenta a política de preços de combustíveis e defendeu a saída de Pedro Parente do comando da Petrobras. Ciro, que foi ministro   nos Governos   Itamar Franco e Lula, disse que não repetiria o erro do passado de controle interno dos preços, como o praticado pela ex-presidente Dilma Rousseff.

‘’O governo brasileiro  impôs à sociedade nacional uma política de preços da Petrobras absolutamente fraudulenta. Esta política desconsidera o custo do barril de petróleo do Brasil, e passa a cobrar como se o barril de petróleo brasileiro, que custa ao redor de 17 dólares, fosse o custo do barril de petróleo negociado no mercado especulativo do estrangeiro, que hoje está perto dos 90 dólares’’, expôs o pedetista.

Sobre a  política de preços de controle interno, Ciro diz que esse foi o erro do passado, em referência ao método utilizado pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, de controlar e atrasar o repasse dos preços internacionais aos combustíveis no país. ‘’Praticar uma matriz de custos absolutamente transparente, ou seja, quanto custa produzir um litro de gasolina mais o custo de produção, mais a remuneração do investimento, mais a depreciação, mais o lucro em linha com os competidores estrangeiros. Isso significaria que o óleo diesel poderia estar no máximo a R$ 3’’, disse o presidenciável.

Sobre as articulações para montar o palanque no primeiro turno, Ciro disse  que busca o apoio do PSB e, para o segundo turno, espera uma aliança que tenha o  PCdoB. Sobre os rumos do PT, Ciro não se ilude: ‘’É lamentável, mas eles insistem ainda que o candidato é o Lula’’, afirma Ciro, ao lembrar que o ex-presidente não deve concorrer já que está preso, condenado no caso do tríplex.

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