Depois de 580 dias preso, Lula deixa Polícia Federal, em Curitiba, e agradece apoio de militantes

Nesta sexta-feira (08), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente estava preso desde 7 de abril de 2018, há exatamente 580 dias.

Ao deixar a prisão, Lula agradeceu aos seus apoiadores que durante os dias que esteve preso ficaram perto da sede da PF, em Curitiba. Além disso, o ex-presidente disse que o “lado podre do estado brasileiro, da Justiça, do MP, da PF e da Receita trabalharam para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula”.

Além disso, Lula ainda afirmou ter “vontade de provar que este país pode ser muito melhor na hora em que tiver um governo que não minta tanto quanto o Bolsonaro pelo Twitter”.

O ex-presidente cumpria pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após ser condenado em duas instâncias no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.

A defesa de Lula entrou com o pedido na Justiça nesta sexta. Lula estava encarcerado desde abril de 2018 após duas condenações, em primeira e segunda instâncias, pela propriedade do tríplex do Guarujá.  O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, expediu o alvará de soltura às 16h16.

Decisão do STF

Nessa quinta-feira (07), o STF decidiu, por 6 votos a 5, derrubar a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, alterando um entendimento que vinha sendo adotado desde 2016.

A maioria dos ministros entendeu que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (fase em que não cabe mais recurso) e que a execução provisória da pena fere o princípio da presunção de inocência.

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