Bolsonaro fala em reeleição e mexe com xadrez político dos estados

Beto Almeida sugere que, se a reforma política era um compromisso de campanha do presidente, ele deveria colocar todos os seus esforços para a aprovação da mesma.

Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Após seis meses do início do seu primeiro mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) admitiu a possibilidade de disputar as eleições de 2022. Luzenor de Oliveira, durante o Bate Papo Político do Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (21), destaca que chama a atenção o fato de Bolsonaro ter anunciado a pretensão tão cedo, fato inédito quando comparado aos três últimos presidentes do país com reeleição: Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), Luis Inácio da Silva (2003-2011) e Dilma Rousseff (2011-2016*).

*Dilma Roussef sofreu impeachment e não completou os 4 anos da reeleição.

Jair Bolsonaro diz que pode concorrer à reeleição. / Foto: reprodução.

O jornalista também destaca que, a partir do momento em que o presidente anuncia a possibilidade de reeleição com três anos e meio de antencedência, isso esquenta os bastidores políticos no Ceará.

Por quais razões mexe [com a política local]? Por que a partir do momento que o presidente admite que é candidato a reeleição, você tem uma movimentação entre os aliados e os supostos adversários para redefinir as ações e estratégias em busca da manutenção ou da conquista do poder em 2020, analisa Luzenor de Oliveira.

Luzenor de Oliveira e Beto Almeida fazem análise política nesta sexta-feira (21), nos estúdios do Jornal Alerta Geral.

Beto Almeida também chama atenção para o fato de que o presidente já havia afirmado não concordar com a reeleição e que, mesmo tendo dito que estar no Palácio do Planalto era um abacaxi grande, segundo o jornalista, parece que “esse abacaxi tem lá seus encantos”.

Faz isso (anuncia a reeleição) embasado no seguinte argumento: se não houver uma reforma política. Ta aí a argumentação que ele precisa para explicar.

Beto Almeida sugere que, se a reforma política era um compromisso de campanha do presidente, ele deveria colocar todos os seus esforços para a aprovação da mesma.

Diante dessas declarações, está claro que o próprio governo não vai ser tão forte na decisão de trabalhar favorável à reforma política como se espera, analisa Beto.

Ambos os jornalistas concordam que, para a possibilidade de reeleição, a estratégia que o governo está adotando é de viabilizar pautas populistas, como o 13º salário do Bolsa Família, redução do preço do gás de cozinha e a remoção dos radares nas rodovias do país.

Confira as análises completas de Luzenor de Oliveira e Beto Almeida no Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (21):

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