A possibilidade de queda do presidente Michel Temer é avaliada como iminente nos bastidores políticos de Brasília. Dois cearenses são cotados para compor a chapa da eleição indireta, Tasso Jereissati como presidente e Eunício Oliveira, como vice. Para o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), caso u quadro seja mesmo de eleição indireta, que no Senado tenha o mesmo peso da Câmara, na contabilização dos votos.

Temer poderá deixar o cargo, conforme a Constituição, por renúncia ou cassação. Ao Congresso caberá a escolha do substituto. Eunicio delegou a técnicos do Senado a definição de regra que preveja votações separadas, dando equivalência às duas Casas.

O senador observa que a Câmara detém 86% do total de parlamentares. Em uma votação conjunta, os votos dos 81 senadores ficariam diluídos no total de 594 congressistas. OIutro ponto a esclarecer é o que ocorreria, caso o Senado rejeitasse o resultado da Câmara.

O assunto vem sendo discutido desde terça-feira passada, quando ocorreu uma reunião de líderes do Senado. Na Câmara a proposta de Eunício encontra resistências entre deputados, que querem sessão conjunta.

Temer tem afirmado que não renunciará, mas ele pode ter o mandato cassado em 6 de junho, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inicia um julgamento sobre a chapa Dilma-Temer. Caso se concretize a saída dele, o Congresso teria 30 dias para escolher o substituto.

Outro ponto de divergência é sobre quem poderá se candidatar. Pelas regras atuais de inelegibilidade, estão de fora ministros do STF, governadores e prefeitos.