Literatura típica do Nordeste pode ganhar mais espaço na Educação Básica do país

A Literatura de Cordel poderá ser tema obrigatório na educação básica de todo o país. Isso acontece porque a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vota nesta terça-feira (26), o Projeto de Lei do Senado número 136/2018, que estabelece a literatura de cordel como tema obrigatório do currículo da educação básica.

A proposta é da ex-senadora Regina Sousa, do Piauí, e modifica a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação para que sejam acrescentados no currículo o repente e outros cantos de improviso característicos da cultura brasileira.

A ex-senadora menciona as origens históricas do cordel e sua relevância como expressão cultural no Brasil, especialmente no Nordeste. Para ela, o estudo do cordel na escola proporcionará contato com o mundo da poesia a partir do cotidiano.

No debate, nem todo mundo é favorável à proposta. O senador Izalci Lucas, do PSDB do Distrito Federal, por exemplo, argumenta que o estudo da literatura de cordel na educação básica já é contemplado dentro das competências gerais da Base Nacional Comum Curricular.

Além disso, segundo ele, o cordel é explicitamente incluído nas habilidades exigidas no ensino fundamental.

Se aprovado na Comissão de Educação, o texto segue para exame da Câmara dos Deputados.

Leia a Anterior

Bolsonaro autoriza celebração do 31 de março de 1964

Leia a Próxima

Após reunião com Maia, presidente do Senado diz não ver riscos à reforma da Previdência