Luz amarela nas universidades do Ceará: MEC cortará 30% do orçamento no 2º semestre

Segundo o ministro da Educação, o critério para o bloqueio no orçamento “foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos”

Universidade Federal do Ceará / Foto: Reprodução

Uma luz amarela começa a piscar entre estudantes, servidores e professores das Universidades Federais do Ceará com o anúncio, pelo Ministério da Educação, do corte de 30% no Orçamento de 2019 dessas instituições.

A medida atinge diretamente a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Federal do Cariri e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com sede em Região, na Região do Vale do Acarape. O corte de recursos encurtará, também, orçamento dos Institutos Federias de Ensino Superior.

Há motivos para preocupação nos campi das universidades: as limitações financeiras que eram grandes irão aumentar. O Ministério da Educação (MEC) oficializou, na noite dessa terça-feira (30), o contingenciamento de verbas de todas as Universidades Federais, e não apenas das de Brasília (UnB), da Bahia (UFBA) e a Fluminense (UFF).

De acordo com a nota, o critério para o bloqueio no orçamento “foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos” em função da restrição imposta pelo governo. O corte de recursos para todas as Universidades Federais chegará a R$ 2,5 bilhões.

O Ministério da Educação ainda não definiu, porém, qual é o impacto da redução dos recursos nas universidades bancadas pela União. A nota sobre o corte orçamentário foi divulgada quase 12 horas após o próprio MEC ter confirmado, em outro comunicado oficial, o bloqueio nas verbas das três instituições, após o ministro Abraham Weintraub anunciar o fato em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

A medida gerou polêmica, principalmente, com a declaração do ministro de que as três universidades haviam tido o orçamento bloqueado por fazerem “balbúrdia“, além de baixo desempenho acadêmico, e ameaçou outras instituições, como a Federal do Juiz de Fora (UFJF), que estava, segundo ele, “sob avaliação“.

A decisão do Ministério da Educação provoca reação de bancadas de oposição que prometem, na retomada das atividades na Câmara e no Senado, questionar as razões para o corte nos recursos destinados à manutenção das universidades federais.

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