Previdência: Cid se opõe à PEC e vê agravamento das desigualdades sociais com reforma

“Quando é que esse País vai compreender que o sacrifício não pode ser exigido apenas dos mais pobres e da classe média”, questionou o senador pedetista ao justificar a sua decisão de votar contra às novas regras para concessão de benefícios previdenciários.

O senador Cid Gomes (PDT) reafirmou, com o voto, o seu posicionamento contrário à reforma previdenciária aprovada, em primeiro turno, pelo Senado. Cid alertou que a proposta não representará nenhum centavo para investimentos e, com isso, em seu entender, não irá contribuir para o crescimento da economia, agravando, assim,  as desigualdades sociais do País.

Cid classificou como falsos os argumentos que colocam a aprovação da Reforma da Previdência como condição para a retomada do crescimento da economia brasileira.

“Sabe quanto essa Reforma da Previdência vai permitir de poupança ao Governo Federal para que seja utilizado em investimento, que é o que efetivamente traz crescimento ao País? Zero’’, questionou ao apresentar, ao mesmo tempo, resposta à pergunta feita aos colegas senadores.

Segundo Cid Gomes, a reforma previdenciária inibirá um crescimento do déficit futuro, mas nenhum tostão do orçamento do ano que vem ou dos nove anos subsequentes será destinado a investimentos. ‘’Desfaz-se o primeiro mito”, observou Cid, ao dirigir críticas, também, ao lucro exorbitante dos bancos nos últimos anos, enquanto o Governo tenta resolver o equilíbrio fiscal em cima dos trabalhadores mais pobres e da classe média.

“Nesse segundo trimestre de 2019 o lucro dos quatro maiores bancos foi quatro vezes maior do que o lucro que eles realizaram em 2014. Ou seja, no auge da crise eles quadruplicaram seus lucros, que foi de R$ 20 bilhões no último trimestre. Esse ano a projeção é de R$ 100 bilhões de lucros. Se pegasse a metade disso estava resolvido metade da economia que o governo pretende fazer com essa reforma”, defendeu.

 

Confira na íntegra a declaração do senador Cid Gomes:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) Com informações da assessoria de imprensa do Gabinete do senador Cid Gomes (PDT)

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