Se Kirchner entrar e fechar a economia, saímos do Mercosul, diz Guedes

Guedes argumentou que o Brasil nunca precisou da Argentina para crescer

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta quinta-feira (15/8), durante um evento do Banco Santander, em São Paulo, que se o futuro novo presidente da Argentina fechar sua economia, o Brasil deixará o Mercosul. O bloco econômico que também abriga Paraguai e Uruguai ficaria fragilizado.
Segundo o correio Brasiliense ele faz menção direta à ex-presidente do país Cristina Kirchner, que é vice na chapa com Alberto Fernández. Favoritos, eles devem assumir o comando da nação, substituindo o atual presidente Mauricio Macri, que não conseguiu implementar reformas que surtissem efeito de forma rápida na economia.
“Se a Cristina Kirchner entrar e fechar a economia, a gente sai do Mercosul”, disse. Com a perspectiva da volta do kirchnerismo ao poder, o mercado financeiro de ambos os países ficaram mais turbulentos. O efeito mais perverso na nação vizinha, com queda brusca da bolsa argentina e desvalorização cambial forte.
Guedes argumentou que o Brasil nunca precisou da Argentina para crescer. “O comércio exterior é uma cauda balançando, mas nossa preocupação principal é interna. O Brasil é uma economia continental e precisamos recuperar nossa dinâmica própria de crescimento. Nós não somos tão dependentes lá de fora”, afirmou. “Se o mundo desacelerar, não creio que vamos ter tanto impacto aqui porque o Brasil virou uma ilha isolada”, completou.
Privatizações
Guedes ressaltou ainda que o governo vai acelerar as privatizações. “Meu trabalho é tentar vender todas as estatais”, afirmou. Ele destacou que o presidente Jair Bolsonaro dá apoio a iniciativa.
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