“Um réu poderoso não vai mais para a cadeia”, afirma Beto Almeida sobre decisão do STF

O assunto foi destaque no Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (08).

Voltou atrás! Revertendo sua própria resolução de 2016 que autorizava a prisão após condenação em segunda instância, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 6 votos a 5, que a detenção só ocorrerá após serem esgotados todos os recursos possíveis na justiça. A alteração beneficia o ex-presidente Lula e outros milhares de presidiários. O assunto foi destaque no Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (08).

Condenado na terceira instância, o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva ainda pode recorrer ao STF e, tendo em vista a decisão da suprema corte brasileira, há real possibilidade de que o petista seja solto. A possível libertação deixou os apoiadores do Partido dos Trabalhadores entusiasmados e já foi motivo para os advogados Cristiano Zanin Martins e  Valeska Teixeira Martins afirmarem que irão solicitar a soltura imediata do ex-presidente.

Em seu comentário dentro do Bate-Papo político, o jornalista Beto Almeida destaca que a decisão não possui aceitação unânime entre os juristas, pois vai de encontro à constituição. Na sequência ele afirma que a decisão beneficia os poderosos:

Conhecendo essa justiça como nós conhecemos, conhecendo quando o réu tem capacidade, principalmente aquisitiva, de contratar boas bancas advocatícias, significa que hoje um réu que tenha dinheiro, poderoso, ele não vai pra cadeia mais, porque ele tem como contratar bons advogados, entrar com recursos e mais recursos, e se brasileiro viu poderosos, ex-políticos poderosos, empresários, indo pra cadeira, esqueça essa cena.

Sobre a possível soltura do ex-presidente Lula, Beto Almeida comenta que isto já era ponto pacífico pela possibilidade que ele tinha de cumprir a pena em regime domiciliar e que o maior desejo do petista agora é se livrar da condição de ficha suja. “Ele não quer apenas ser livre, ele não quer apenas poder transitar nas ruas, ele quer estar com a ficha limpa para em 2022 disputar a presidência da República”, pontua o jornalista.

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