Universidades federais: grito bom e necessário, mas o aperto financeiro pode ser ainda maior

Quatro instituições de ensino superior no Ceará foram atingidas pelo corte de recursos.

Senador Cid Gomes (PDT) convida população a se mobilizar contra corte na educação / Foto: Reprodução

O grito contra o corte de recursos da União para as instituições de ensino superior do Ceará chega em um bom momento, mas poderá encontrar pouco eco no Palácio do Planalto. A equipe econômica fará uma revisão do crescimento da economia para algo entre 1,5% e 2% neste ano e um novo bloqueio adicional de até R$ 10 bilhões pode entrar na próxima revisão orçamentária.

A mobilização para pressionar o Ministério da Educação a rever a suspensão de R$ 106 milhões para quatro instituições de ensino superior no Ceará foi deflagrada, nessa segunda-feira (13), pelo governador Camilo Santana (PT). O senador Cid Gomes (PDT) anunciou que, nesta quarta-feira (15), a partir das 8 horas, na Praça da Bandeira, no Centro de Fortaleza, haverá um ato de protesto contra a retenção das verbas para as universidades.

Quatro instituições de ensino superior no Ceará – Universidade Federal (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) foram atingidas pelo corte de recursos.

O presidente da Assembleia Legislativa, Sarto Nogueira (PDT), anunciou que, no dia 31 de maio, o Legislativo realizará uma audiência pública para discutir as medidas que devem ser adotadas para pressionar o Ministério da Educação contra os cortes no orçamento das universidades.

+ Entenda: bancada cearense debate corte na educação, mobilização na Praça da Bandeira e deputados faltosos.

Aperto no Orçamento

Os cortes nas verbas das universidades estão dentro do bloqueio de quase R$ 30 bilhões do Orçamento, feito no mês de abril, e reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 2,5% para 2,2%. Agora, com a nova revisão dessa projeção, técnicos estimam que a receita (arrecadação) pode cair entre R$ 7 bilhões e R$ 20 bilhões, se não houver receitas extraordinárias.

O novo corte pode inviabilizar ainda mais a manutenção do orçamento de 2019 para as instituições de ensino superior.

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