Verbas das universidades: Wagner diz que não passa por mentiroso e critica desencontros do Governo

Os deputados se incomodaram com a declaração da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), que creditou a um “boato barato” a informação

Capitão Wagner, vice-líder do Pros no Congresso / Foto: Reprodução

Os desencontros do Governo Federal na área da educação deixaram um cearense – o deputado Capitão Wagner, do PROS, no centro da polêmica. Wagner, após participar de reunião com membros do governo e com o presidente Bolsonaro, divulgou, nessa terça-feira (14), que o Ministério da Educação havia recuado no corte dos recursos dos institutos e universidades federais. Outros parlamentares presentes na reunião, também, comemoram o possível desbloqueio das verbas para as instituições de ensino superior.

A comemoração, porém, durou pouco e a Casa Civil do Governo Federal emitiu uma nota desmentido os deputados federais e afirmando, de forma categórica, que “não procede a informação de que haverá cancelamento do contingenciamento no MEC”. Segundo, ainda, a nota, “o  governo está controlando as contas públicas de maneira responsável”. O Ministério da Economia disse, também, em nota, que a Presidência não pediu revisão no contingenciamento.

Os deputados se incomodaram com a declaração da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), que creditou a um “boato barato” a informação de que Bolsonaro mandara o Ministério da Educação cancelar o corte de verbas.

O vice-líder do PROS na Câmara Federal, Capitão Wagner, não gostou das palavras da líder do PSL, se disse surpreso e afirmou que não passaria por mentiroso. Em discurso na Câmara, Wagner disparou: ‘’Se o governo não sustenta o que o presidente falou na frente de 12 líderes parlamentares, não sou que vou estar por mentiroso perante a nação”, afirmou Wagner, revoltado, na tribuna da Câmara. Wagner disse, ainda, que o ‘boato barato’ é do governo.

Se boato ocorreu e se o boato é barato, o boato é do governo. Não vou admitir, sendo aliado do governo, ser chamado lá no Palácio do Planalto para tratar uma questão séria como essa, presenciar o presidente da República pegar um celular, ligar par ao ministro na presença de vários líderes partidários e, com todas as letras, o presidente disse ‘a partir de agora o corte está suspenso.

Wagner ainda disparou: ’Se o governo não sustenta o que o presidente falou na frente de 12 líderes parlamentares, não sou que vou estar por mentiroso perante a nação’’. O deputado ainda foi mais longe, expôs descontentamento e questionou a líder do governo no Congresso.

Como estava o líder do governo na Câmara, o líder do partido do presidente e vem a líder do governo no Congresso e diz que é boato? De quem é o boato? Quem criou o boato foi o governo, que voltou atrás e voltou atrás de novo. Recuou duas vezes. Não admito ser chamado de mentiroso.

Wagner destacou, ainda, esperar que, nesta quarta-feira (15), os deputados que estavam na reunião possam indagar o ministro da Educação se ele (ministro da Educação) recebeu ligação do presidente. ‘’Porque ou ministro está mentindo ou o presidente não ligou para ele. Será que o presidente forjou a ligação na nossa frente? Tenho certeza que não. Então, que o governo possa se pronunciar e ter peito para dizer estou cortando mesmo e pronto’’, disse o deputado cearense, entre indagações e afirmativas.

Eleito como o deputado federal mais votado do Ceará e aliado do presidente Jair Bolsonaro, Wagner disse que deseja ajudar o governo, mas que as confusões entre apoiadores de Bolsonaro levarão a uma crise de falta de comando no país.  Ao final das declarações, Wagner deixou o recado: “O governo está demostrando mais uma vez que está batendo cabeça. Estão batendo cabeça o PSL, a família do presidente e esse guru lá dos Estados Unidos que fica atrapalhando. Ou o presidente assume a liderança dessa nação ou, de fato, vamos ter um problema grave de fata de condução desse país”.

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